A Serra da Arrábida é uma elevação de Portugal Continental, com 500 metros de altitude situada na Península de Setúbal.
Aí se localiza o Convento de Nossa Senhora da Arrábida.
O seu clima é temperado mediterrânico, apresentando portanto, uma flora rica em espécies mediterrânicas, tais como a azinheira, sobreiro, carvalho.
A sua fauna é bastante diversificada, apesar de ter sofrido grandes alterações desde o século XIX.
Até ao início do século XX era ainda possível observar lobos, javalis e veados.
Da fauna actual fazem parte, entre outros, o gato-bravo (Felis silvestris), a raposa (Vulpes vulpes), a lebre (Lepus capensis), o morcego, a águia de bonelli (Hieraetus fasciatus) o bufo real (Bubo bubo), a perdiz (Alectoriz rufus) e o andorinhão real (Apus melba).
Faz parte do Parque Natural da Arrábida, o qual tem uma área aproximada de 10 800 hectares.
ZE MIGUEL/GONÇALO
segunda-feira, 10 de março de 2008
coelhos
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Os coelhos são animais mamíferos
Podemos encontrar esta espécie animal em várias regiões do mundo
São herbívoros, ou seja, alimentam-se de folhas, caules, raízes e alguns tipos de grãos
Um coelho saudável, em boas condições de vida, pode viver entre 5 e 10 anos
Uma fêmea, em fase reprodutiva, pode dar de 3 a 6 ninhadas por ano. Em cada ninhada podem nascer de 3 a 12 filhotes.
Nas matas e florestas, vivem em buracos ou em tocos de árvores
Os coelhos que vivem nas matas (coelho selvagem) tem hábitos noturnos. Para fugir de seus predadores, procuram alimentos dutante a noite. Já os coelhos domésticos possuem hábitos noturnos e diurnos
Coelhos felizes: Como são e do que precisam
Os coelhos são animais altamente sociais que gostam de viver juntos. Quando mantidos solitariamente numa gaiola, sofrem profundamente com o isolamento e a solidão. Gostam muito de tratar da higiene uns dos outros como modo de reforçar as suas relações com os membros do seu grupo. Os coelhos lambem e mordiscam gentilmente o pêlo uns dos outros por trás das orelhas, durante grande parte do tempo. Portanto, quando um coelho lambe outro coelho ou um humano, está a exprimir um forte afecto. Os coelhos marcam a sua propriedade colocando o queixo por cima daquilo que assumem como seu. Ao fazerem-no, estão a colocar o seu cheiro nas coisas que são suas, o que pode acontecer também com outros coelhos ou com humanos – ao fazerem-no, estão a indicar que apreciam e assumem que o coelho ou humano que estão a marcar é “seu”. Os coelhos baseiam-se nos cheiros para comunicarem entre si. Contudo, é possível ouvir os coelhos a produzirem muitos sons diferentes que tanto podem servir para tentar afastar predadores quanto para expressar dor ou irritação. Quando os coelhos se enrolam quase parecendo bolas estão a indicar submissão e medo. Fazem-se parecer pequenos e não ameaçadores para tentarem sobreviver. Quando encontramos coelhos deitados de lado com as pernas esticadas, isso significa que estão descansados e contentes. Como são animais que, na natureza, são presas naturais, os coelhos têm sempre medo de espaços novos ou estranhos. São animais que gostam de familiaridade de modo a saberem para onde fugir se houver perigo.
Coelhos infelizes: Como a indústria agro-pecuária intensiva os trata
A criação de coelhos com fins alimentares é uma actividade essencialmente caseira, embora tenha também passado a ser explorada pela indústria pecuária em regimes intensivos. Os coelhos são criados e mortos pela sua carne mas também pelo seu pêlo. Apesar de haver pouca informação sobre a criação e abate de coelhos com fins alimentares, sabe-se que há um elevado nível de mortalidade nesta actividade. Infecções respiratórias e no sistema digestivo são causas centrais desta mortalidade. A elevada concentração de grandes números de coelhos em grandes espaços, e sendo mantidos habitualmente em gaiolas, faz com que estejam expostos a elevado stress e, ao mesmo tempo, sofrem com o isolamento, sendo também fácil surgirem e espalharem-se doenças. Eventuais agressões entre coelhos resultam dos grandes números de coelhos concentrados num mesmo espaço mas que, ao mesmo tempo, presos em gaiolas, não têm oportunidade de socializar adequadamente e de acordo com o que escolheriam fazer naturalmente. As gaiolas e os ambientes em que são mantidos são sempre ambientes sujos, com elevadas concentrações de amónia resultantes da grande concentração de urina e fezes. Estes ambientes não têm qualquer enriquecimento para os coelhos, que ficam perturbados pela ausência de estímulos e pelas condições em que são criados. Os coelhos são passados por linhas de abate onde são mergulhados em água electrificada, sendo depois degolados, muitas vezes, mais uma vez, enquanto ainda conscientes devido a um atordoamento ineficaz. No abate caseiro, são mortos também por concussão – uma paulada no crânio – ou podem também ser mortos por degolação.
Bruno/Gonçalo/Gui/Zé
domingo, 9 de março de 2008
Gruta da Figueira Brava
+-
A Gruta situa-se, nas coordenadas 38º 28' 23" de latitude Norte e 8º 59' 42" de longitude Oeste de Greenwich, no sopé da encosta meridional do maciço da serra da Arrábida, entre Alpertuche e o Portinho da Arrábida, a ocidente do Forte do Creiro, em arribas escavadas pelo mar no Plistocénico, numa zona actualmente representada por conglomerados, provenientes de terraços marinhos de 12-15 e 5-8 metros, resultantes do último intreglaciário e ao princípio da glaciação de Wurm (100.000 Anos), com o avanço temporal desta glaciação, digamos que o nível do mar foi descendo, ficando, à cerca de 30.000 anos (data dos primeiros vestígios de ocupação humana, na gruta) à volta de 60 metros abaixo da Gruta, espraiando-se por vasta planície litoral (1) , actualmente, o desnível da gruta ao nível do mar deverá situar-se entre os 5 metros. Onde surgem relativamente perto, mais duas ocorrências de destaque, a cerca de poucas dezenas de metros encontramos a Lapa de Stª. Margarida, e na área de Galapagos, numa trincheira da estrada EN 379-1, uma nova jazida do Paleolítico (9).
Note-se que nesta região, (Lapa de Stª. Margarida), já tinha sido visitada e estudada, por Breuil e Zbyszewski, em 1940, onde recolheram um biface " abevilense " e vários artefactos de quartzo considerados " mustierenses ". E que na nova jazida de Galapagos, foram recolhidos por, M. Telles Antunes, peças de quartzo e sílex semelhantes ás da Figueira Brava.
Note-se ainda que a Serra da Arrábida foi uma ilha durante, vários períodos de tempo geológico (Antunes, 1999), nomeadamente durante o Miocénico o que pode muito bem, ter provocado a manutenção e desenvolvimento de conjuntos faunísticos de formas arcaicas e outras endémicas.
Descoberta em 1942 por Henri Breuill e G. Zbyzewsky.
Do ponto de vista espeleológico, trata-se de uma cavidade resultante de dois factores naturais:
Intensa actividade cársica da zona, constituída por rochas carbonatadas detríticas do miocénico.
Vasta plataforma de abrasão marinho em épocas em que o nível do mar se encontrava acima do actual.
A entrada efectua-se, pela falésia natural, devida ao alargamento de uma diaclase vertical a cerca de 5 metros acima do nível da preia-mar, na base da serra da Arrábida. A primeira sala, com cerca de 12 m de comprimento e alta, muito adulterada por " ocupações recentes " incluindo uma casa clandestina felizmente, já demolida. Esta galeria dá acesso, através de uma passagem estreita, uma outra sala interior, bastante maior, de planta assimétrica, com cerca de 10 m de altura, coberta de espessa crosta estalagmítica, com algumas falhas, que permitiram escavação mais fácil, onde foram recolhidos vários artefactos, ilustrativos das culturas existentes.
Porém a presente 2º sala não acaba aqui, pois prolonga-se na direcção Este por corredor cada vez mais estreito e dificultando a passagem para o que será uma vasta terceira sala, observada por C. Tavares da Silva (Silva e Soares, 1986, Fig. 14), esperando-se que seja explorada, pois talvez se conservem ali, mais importantes descobertas relativas aos últimos Neandertais.
As suas formações são comuns a uma gruta natural sendo as espeleoformas normais sem nada de especial a assinalar.
Do ponto de vista arqueológico, foi considerada uma gruta de interesse fundamental, para o conhecimento dos últimos neandertais, daí ser relacionada mundialmente com os estudos universais sobre o Homo Neandertal, suas longevidades e a possível miscenização cromossomática ao longo de gerações.
Escavações Efectuadas e Publicações:
Por G. Zbyszewski e H. Breuil em 1945, as primeiras efectuadas, tendo sido detectado restos de fauna quaternária e indústria lítica.
Foram seguidas por mais sete outras, levadas a cabo por: C.Tavares da Silva e elementos do Centro de Arqueologia de Almada, sendo recolhidos artefactos líticos e fauna plistocénica.(Silva e Soares, 1986,)
Em 1986-1990, por iniciativa do Centro de Estratigrafia e Paleobiologia da Universidade Nova de Lisboa, Telles Antunes, João L.Cardoso, Carlos da Silva e Maria Soares. Por exemplo:(8)
Da prospecção efectuada em 1986, por Telles Antunes, foram recolhidos vários materiais de interesse arqueológico, nomeadamente os famosos restos de dentes de Homo Neanderthanlensis, além de outros vestígios de ocupação humana, bem como ossadas de Foca do árctico e Pinguim-gigante.
Da prospecção efectuada em 1989, por Carlos da Silva e Maria Soares, foram recolhidos diversos artefactos de quartzo e sílex da técnica Levallois, tendendo para lâminas com entalhes laterais (encoches) e denticulados, buris e núcleos. Da fauna encontrada em associação a indústria destacam-se ossos de Cervus elaphus (nota espécimes actuais podem ser vistos na Tapada Nacional de Mafra), dentes de Hyaena Crocuta (nota espécimes actuais na Galeria de imagens ) e conchas de Mytilus e Patella.

A Gruta situa-se, nas coordenadas 38º 28' 23" de latitude Norte e 8º 59' 42" de longitude Oeste de Greenwich, no sopé da encosta meridional do maciço da serra da Arrábida, entre Alpertuche e o Portinho da Arrábida, a ocidente do Forte do Creiro, em arribas escavadas pelo mar no Plistocénico, numa zona actualmente representada por conglomerados, provenientes de terraços marinhos de 12-15 e 5-8 metros, resultantes do último intreglaciário e ao princípio da glaciação de Wurm (100.000 Anos), com o avanço temporal desta glaciação, digamos que o nível do mar foi descendo, ficando, à cerca de 30.000 anos (data dos primeiros vestígios de ocupação humana, na gruta) à volta de 60 metros abaixo da Gruta, espraiando-se por vasta planície litoral (1) , actualmente, o desnível da gruta ao nível do mar deverá situar-se entre os 5 metros. Onde surgem relativamente perto, mais duas ocorrências de destaque, a cerca de poucas dezenas de metros encontramos a Lapa de Stª. Margarida, e na área de Galapagos, numa trincheira da estrada EN 379-1, uma nova jazida do Paleolítico (9).
Note-se que nesta região, (Lapa de Stª. Margarida), já tinha sido visitada e estudada, por Breuil e Zbyszewski, em 1940, onde recolheram um biface " abevilense " e vários artefactos de quartzo considerados " mustierenses ". E que na nova jazida de Galapagos, foram recolhidos por, M. Telles Antunes, peças de quartzo e sílex semelhantes ás da Figueira Brava.
Note-se ainda que a Serra da Arrábida foi uma ilha durante, vários períodos de tempo geológico (Antunes, 1999), nomeadamente durante o Miocénico o que pode muito bem, ter provocado a manutenção e desenvolvimento de conjuntos faunísticos de formas arcaicas e outras endémicas.
Descoberta em 1942 por Henri Breuill e G. Zbyzewsky.
Do ponto de vista espeleológico, trata-se de uma cavidade resultante de dois factores naturais:
Intensa actividade cársica da zona, constituída por rochas carbonatadas detríticas do miocénico.
Vasta plataforma de abrasão marinho em épocas em que o nível do mar se encontrava acima do actual.
A entrada efectua-se, pela falésia natural, devida ao alargamento de uma diaclase vertical a cerca de 5 metros acima do nível da preia-mar, na base da serra da Arrábida. A primeira sala, com cerca de 12 m de comprimento e alta, muito adulterada por " ocupações recentes " incluindo uma casa clandestina felizmente, já demolida. Esta galeria dá acesso, através de uma passagem estreita, uma outra sala interior, bastante maior, de planta assimétrica, com cerca de 10 m de altura, coberta de espessa crosta estalagmítica, com algumas falhas, que permitiram escavação mais fácil, onde foram recolhidos vários artefactos, ilustrativos das culturas existentes.
Porém a presente 2º sala não acaba aqui, pois prolonga-se na direcção Este por corredor cada vez mais estreito e dificultando a passagem para o que será uma vasta terceira sala, observada por C. Tavares da Silva (Silva e Soares, 1986, Fig. 14), esperando-se que seja explorada, pois talvez se conservem ali, mais importantes descobertas relativas aos últimos Neandertais.
As suas formações são comuns a uma gruta natural sendo as espeleoformas normais sem nada de especial a assinalar.
Do ponto de vista arqueológico, foi considerada uma gruta de interesse fundamental, para o conhecimento dos últimos neandertais, daí ser relacionada mundialmente com os estudos universais sobre o Homo Neandertal, suas longevidades e a possível miscenização cromossomática ao longo de gerações.
Escavações Efectuadas e Publicações:
Por G. Zbyszewski e H. Breuil em 1945, as primeiras efectuadas, tendo sido detectado restos de fauna quaternária e indústria lítica.
Foram seguidas por mais sete outras, levadas a cabo por: C.Tavares da Silva e elementos do Centro de Arqueologia de Almada, sendo recolhidos artefactos líticos e fauna plistocénica.(Silva e Soares, 1986,)
Em 1986-1990, por iniciativa do Centro de Estratigrafia e Paleobiologia da Universidade Nova de Lisboa, Telles Antunes, João L.Cardoso, Carlos da Silva e Maria Soares. Por exemplo:(8)
Da prospecção efectuada em 1986, por Telles Antunes, foram recolhidos vários materiais de interesse arqueológico, nomeadamente os famosos restos de dentes de Homo Neanderthanlensis, além de outros vestígios de ocupação humana, bem como ossadas de Foca do árctico e Pinguim-gigante.
Da prospecção efectuada em 1989, por Carlos da Silva e Maria Soares, foram recolhidos diversos artefactos de quartzo e sílex da técnica Levallois, tendendo para lâminas com entalhes laterais (encoches) e denticulados, buris e núcleos. Da fauna encontrada em associação a indústria destacam-se ossos de Cervus elaphus (nota espécimes actuais podem ser vistos na Tapada Nacional de Mafra), dentes de Hyaena Crocuta (nota espécimes actuais na Galeria de imagens ) e conchas de Mytilus e Patella.
Bruno
A raposa


As raposas são mamíferos carnívoros da família dos canídeos, sendo a maioria pertencente ao género Vulpes. O grupo está bem distribuído geograficamente e inclui numerosas espécies. Sua caça é considerada uma tradição da Inglaterra, ainda que no ano de 2005 sua caça tenha sido proibida pelo Parlamento Britânico, visto que violava os direitos dos animais propostos pela UNESCO. Na Escócia, por sua vez, a caça já havia sido proibida alguns anos antes. Ainda em desacordo com os direitos dos animais, muitas raposas e fenecos estão sendo vendidos na Rússia e nos Estados Unidos da América como bichos de estimação. As raposas sul-americanas não pertencem ao gênero vulpes, pois, na verdade, não são raposas, e sim canídeos mais próximos do gênero Canis, género ao qual pertencem os lobos, do que ao gênero vulpes. Por serem "falsas raposas", seu gênero é denomidado Pseudalopex (pseud=falso alopex=raposa). As raposas possuem uma particularidade entre os canídeos, tem pupilas ovais, semelhantes às pupilas verticais dos felídeos.
Mais expecificamente:
A raposa é o carnívoro selvagem com maior distribuição e abundância do mundo. Tem um focinho esguio, rematado por umas orelhas longas e pontiagudas, e uma cauda espessa e vistosa com cerca de 50 cm de comprimento. A pelagem é castanho-avermelhada, e as patas estão dotadas de garras não retrácteis. O corpo e a cabeça apresentam um comprimento que pode variar entre 60 a 90 cm, e um peso entre 5 a 10 kg. As fêmeas são sensivelmente menores que os machos.
É um animal com uma actividade essencialmente crepuscular e uma dieta quase exclusivamente carnívora. Dela fazem parte pequenos mamíferos - coelhos, lebres, ouriços-cacheiros -, aves, peixes, insectos, e ocasionalmente frutos silvestres e cultivados. Os desperdícios humanos são também procurados em épocas de maior carência, sendo por isso comum aproximarem-se de lixeiras próximas de centros urbanos. Consome cerca de 500 g de alimento por dia. O que não caça e não come no próprio dia esconde para consumo superior. Chega a ter cerca de 20 esconderijos de comida, conseguindo lembrar-se de todos eles. Nas zonas rurais, por vezes assalta os galinheiros, tendo o hábito de matar em excesso, o que lhe vale uma má fama entre essas comunidades. Vive em grupos, formado por um macho adulto e várias fêmeas.
A época de acasalamento ocorre em Janeiro/Fevereiro e os nascimentos verificam-se na Primavera, tendo a gestação uma duração de cerca de dois meses. A ninhada - uma por ano - é geralmente composta por 4 a 5 crias. Utiliza tocas escavadas e protegidas pela vegetação, construídas por ela própria ou aproveitando as de texugos ou coelhos. Vive um máximo de 9 anos.
É um animal com uma actividade essencialmente crepuscular e uma dieta quase exclusivamente carnívora. Dela fazem parte pequenos mamíferos - coelhos, lebres, ouriços-cacheiros -, aves, peixes, insectos, e ocasionalmente frutos silvestres e cultivados. Os desperdícios humanos são também procurados em épocas de maior carência, sendo por isso comum aproximarem-se de lixeiras próximas de centros urbanos. Consome cerca de 500 g de alimento por dia. O que não caça e não come no próprio dia esconde para consumo superior. Chega a ter cerca de 20 esconderijos de comida, conseguindo lembrar-se de todos eles. Nas zonas rurais, por vezes assalta os galinheiros, tendo o hábito de matar em excesso, o que lhe vale uma má fama entre essas comunidades. Vive em grupos, formado por um macho adulto e várias fêmeas.
A época de acasalamento ocorre em Janeiro/Fevereiro e os nascimentos verificam-se na Primavera, tendo a gestação uma duração de cerca de dois meses. A ninhada - uma por ano - é geralmente composta por 4 a 5 crias. Utiliza tocas escavadas e protegidas pela vegetação, construídas por ela própria ou aproveitando as de texugos ou coelhos. Vive um máximo de 9 anos.
Gonçalo
Por baixo das arvores
O que é a serra da arrabida?

A Serra da Arrábida é uma elevação de Portugal Continental, com 500 metros de altitude situada na Península de Setúbal.
Aí se localiza o Convento de Nossa Senhora da Arrábida.
O seu clima é temperado mediterrânico, apresentando portanto, uma flora rica em espécies mediterrânicas, tais como a azinheira, sobreiro, carvalho.
A sua fauna é bastante diversificada, apesar de ter sofrido grandes alterações desde o século XIX.
Até ao início do século XX era ainda possível observar lobos, javalis e veados.
Da fauna actual fazem parte, entre outros, o gato-bravo (Felis silvestris), a raposa (Vulpes vulpes), a lebre (Lepus capensis), o morcego, a águia de bonelli (Hieraetus fasciatus) o bufo real (Bubo bubo), a perdiz (Alectoriz rufus) e o andorinhão real (Apus melba).
Faz parte do Parque Natural da Arrábida, o qual tem uma área aproximada de 10 800 hectares.
Aí se localiza o Convento de Nossa Senhora da Arrábida.
O seu clima é temperado mediterrânico, apresentando portanto, uma flora rica em espécies mediterrânicas, tais como a azinheira, sobreiro, carvalho.
A sua fauna é bastante diversificada, apesar de ter sofrido grandes alterações desde o século XIX.
Até ao início do século XX era ainda possível observar lobos, javalis e veados.
Da fauna actual fazem parte, entre outros, o gato-bravo (Felis silvestris), a raposa (Vulpes vulpes), a lebre (Lepus capensis), o morcego, a águia de bonelli (Hieraetus fasciatus) o bufo real (Bubo bubo), a perdiz (Alectoriz rufus) e o andorinhão real (Apus melba).
Faz parte do Parque Natural da Arrábida, o qual tem uma área aproximada de 10 800 hectares.
Gonçalo
sábado, 8 de março de 2008
Águia de Bonelli
A águia-de-bonelli (Hieraaetus fasciatus ou Aquila fasciata) é uma ave pertencente à família Accipitridae.
Esta ave de rapina, devido a ser uma espécie em perigo de extinção, foi classificada em Portugal com o estatuto de conservação "raro" (Livro vermelho dos vertebrados de Portugal continental) e na União Europeia.
com o estatuto de conservação prioritário.
Tem um comprimento de cerca de 60 cm e envergadura de asas de 165 cm.
Habita normalmente regiões montanhosas, onde pode ser avistada a pairar, geralmente aos pares. A sua silhueta em voo é facilmente confundida com a águia-real , mas distingue-se por ter os "dedos" mais curtos e a cauda mais longa e direita.
São predominantemente residentes, mas alguns indivíduos migram para zonas mais quentes no inverno.
Bruno
Esta ave de rapina, devido a ser uma espécie em perigo de extinção, foi classificada em Portugal com o estatuto de conservação "raro" (Livro vermelho dos vertebrados de Portugal continental) e na União Europeia.

com o estatuto de conservação prioritário.
Tem um comprimento de cerca de 60 cm e envergadura de asas de 165 cm.
Habita normalmente regiões montanhosas, onde pode ser avistada a pairar, geralmente aos pares. A sua silhueta em voo é facilmente confundida com a águia-real , mas distingue-se por ter os "dedos" mais curtos e a cauda mais longa e direita.
São predominantemente residentes, mas alguns indivíduos migram para zonas mais quentes no inverno.
Bruno
Convento Da Serra da Arrabida

Situada no lado poente da Serra da Arrábida, a Qtª "El Carmen" é um local histórico onde viveu um importante fidalgo espanhol (castelhano) que havia de se tornar mais tarde no famoso S.Martinho ou Frei Martinho de Stª Maria ao fundar o Convento da Arrábida.
Tudo está ligado a uma certa história passada no ano 1215 com um mercador inglês de nome Haildebrant que trazia consigo na embarcação uma imagem de Nª Srª com o Menino Jesus, talhada em pedra, que fora retirada de um convento beneditino e caiu ao mar no meio de uma grande tempestade em águas portuguesas à vista de Lisboa. Consegue no entanto dobrar o Cabo Espichel e o barco chega a Alpertuche (praia próximo do Portinho da Arrábida) onde o viajante chegou são e salvo e recuperou ali do grande susto que apanhou.
Desconhecendo a Serra, que pela primeira vez avistara, percorre com a vista o imenso matagal e eis quando observa no alto uma luminosidade intensa que lhe despertou a atenção e o atrai a subir até lá. Chegando ao cimo, fica surpreendido com o que viu, pois era a imagem que trazia consigo e que tinha desaparecido no meio da tempestade.
Logo sente nisso um milagre que o leva a vender todos os seus bens e ordena que se edifique no local uma Ermida onde se propõe viver de forma solitária até ao fim de sua vida. Hildebrant, acabaria mesmo por erigir um convento da mesma Ordem do Patriarca Santo Agostinho, com licença do Bispo de Lisboa, como consta de uma escritura no arquivo da igreja catedral da mesma cidade, feita pelos anos de 1288. Décadas depois, D. João de Lencastre, duque de Aveiro, pediu ao Superior Geral dos Franciscanos que mandasse uma pequena comunidade dos seus frades para habitarem o já então degradado retiro da Arrábida.
Ora, foi nessa altura então que o Duque de Aveiro, em visita a Guadalupe, contactou com o tal fidalgo espanhol a quem expôs seus intentos, convidando-o para vir para este local maravilhoso que se tornaria conhecido por Qtª "El Carmen" e donde sairiam os 3 primeiros frades que dariam origem ao "Convento Novo" de Stª Maria da Arrábida no meio da serrania.
Tudo está ligado a uma certa história passada no ano 1215 com um mercador inglês de nome Haildebrant que trazia consigo na embarcação uma imagem de Nª Srª com o Menino Jesus, talhada em pedra, que fora retirada de um convento beneditino e caiu ao mar no meio de uma grande tempestade em águas portuguesas à vista de Lisboa. Consegue no entanto dobrar o Cabo Espichel e o barco chega a Alpertuche (praia próximo do Portinho da Arrábida) onde o viajante chegou são e salvo e recuperou ali do grande susto que apanhou.
Desconhecendo a Serra, que pela primeira vez avistara, percorre com a vista o imenso matagal e eis quando observa no alto uma luminosidade intensa que lhe despertou a atenção e o atrai a subir até lá. Chegando ao cimo, fica surpreendido com o que viu, pois era a imagem que trazia consigo e que tinha desaparecido no meio da tempestade.
Logo sente nisso um milagre que o leva a vender todos os seus bens e ordena que se edifique no local uma Ermida onde se propõe viver de forma solitária até ao fim de sua vida. Hildebrant, acabaria mesmo por erigir um convento da mesma Ordem do Patriarca Santo Agostinho, com licença do Bispo de Lisboa, como consta de uma escritura no arquivo da igreja catedral da mesma cidade, feita pelos anos de 1288. Décadas depois, D. João de Lencastre, duque de Aveiro, pediu ao Superior Geral dos Franciscanos que mandasse uma pequena comunidade dos seus frades para habitarem o já então degradado retiro da Arrábida.
Ora, foi nessa altura então que o Duque de Aveiro, em visita a Guadalupe, contactou com o tal fidalgo espanhol a quem expôs seus intentos, convidando-o para vir para este local maravilhoso que se tornaria conhecido por Qtª "El Carmen" e donde sairiam os 3 primeiros frades que dariam origem ao "Convento Novo" de Stª Maria da Arrábida no meio da serrania.
Gonçalo
A Gruta de Stª Margarida

Situada no sopé da Serra da Arrábida, junto ao mar, aonde se chega por barco ou por terra por um caminho construido por um ermitão da Santa, descendo-se cerca de 200 degraus de pedra até ao local, a gruta da Lapa de Stª Margarida é um lugar muito visitado ainda hoje, onde se encontra uma capela em estado degradado construida ali no século XVII. Nela existiam 3 imagens (de Nª Srª da Conceição, Stº António e Stª Margarida) nos nichos que se vêm na figura acima mas que desapareceram com o tempo, roubadas ou destruidas por pessoas que não respeitam estes locais de culto.
Neste lugar faziam-se muitas peregrinações nos séculos passados, principalmente os sírios dos Pescadores vindos nos seus barcos engalanados de todo o lado, e o ambiente tornava-se festivo mas de autêntico Recolhimento Espiritual, onde as pessoas oravam e cantavam unidas pelo mesmo sentimento de fé independentemente da sua convicção pessoal. Hoje não é mais assim e o local até se encontra um tanto desprezado.
A gruta mede cerca de 22 metros de comprimento (o números de Anciãos ou Sábios) mas como se liga em algumas partes com outras mais pequenas, mede na totalidade 40 metros (número aludido na Bíblia várias vezes como marco de vários acontecimentos - exe: os 40 dias e 40 noites de chuvas no Dilúvio, os 40 dias que Moisés passou no Monte Sinai, os 40 dias que Jesus passou no deserto, etc.), e pode conter até 400 ou 500 pessoas que no acto litúrgico no passado em louvor à Santa ali venerada, em Missa Cantada, com archotes na mão, dava ao tecto (de estalactites) efeitos surpreendentes que impressionavam a nossa visão. Nesta gruta brotava também duma fonte, a mais bela e fina água que entretanto deixou de correr por razões que talvez tenham a ver com obstruções de rochas ou galhos secos no percurso da água pela Serra.
Neste lugar faziam-se muitas peregrinações nos séculos passados, principalmente os sírios dos Pescadores vindos nos seus barcos engalanados de todo o lado, e o ambiente tornava-se festivo mas de autêntico Recolhimento Espiritual, onde as pessoas oravam e cantavam unidas pelo mesmo sentimento de fé independentemente da sua convicção pessoal. Hoje não é mais assim e o local até se encontra um tanto desprezado.
A gruta mede cerca de 22 metros de comprimento (o números de Anciãos ou Sábios) mas como se liga em algumas partes com outras mais pequenas, mede na totalidade 40 metros (número aludido na Bíblia várias vezes como marco de vários acontecimentos - exe: os 40 dias e 40 noites de chuvas no Dilúvio, os 40 dias que Moisés passou no Monte Sinai, os 40 dias que Jesus passou no deserto, etc.), e pode conter até 400 ou 500 pessoas que no acto litúrgico no passado em louvor à Santa ali venerada, em Missa Cantada, com archotes na mão, dava ao tecto (de estalactites) efeitos surpreendentes que impressionavam a nossa visão. Nesta gruta brotava também duma fonte, a mais bela e fina água que entretanto deixou de correr por razões que talvez tenham a ver com obstruções de rochas ou galhos secos no percurso da água pela Serra.
Gonçalo
Poema

Alta Serra deserta, donde vejo
As águas do Oceano de uma banda,
E de outra, já salgadas, as do Tejo.
Aquela saudade, que me manda
Lágrimas derramar em toda a parte,
Que fará nesta, saudosa e branda?
Daqui mais saudoso o Sol se parte;
Daqui muito mais claro, mais dourado,
Pelos montes, nascendo, se reparte...
As águas do Oceano de uma banda,
E de outra, já salgadas, as do Tejo.
Aquela saudade, que me manda
Lágrimas derramar em toda a parte,
Que fará nesta, saudosa e branda?
Daqui mais saudoso o Sol se parte;
Daqui muito mais claro, mais dourado,
Pelos montes, nascendo, se reparte...
Gonçalo
Misterios da serra da arrabida


Recordo-me de ter ouvido em tempos uma história verídica sobre um grupo de escuteiros da região de Setúbal que tiveram uma experiência insólita no interior da Serra da Arrábida onde penetraram através duma gruta que supostamente seria a conhecida 'Gruta do Abade' e caminharam por um túnel de vários kilómetros que, segundo se diz, atravessa a Serra-Mãe (assim a chamava Sebastião da Gama), dum lado ao outro. Só que, a meio do caminho, teriam encontrado algo muito estranho e fabuloso que os levou a manter segredo durante muito tempo daquilo que viram.
Com base no que conheço de vários outros episódios estranhos passados na Serra da Arrábida, e pretendendo escrever algo sobre o assunto, resolvi tentar saber junto do Corpo de Escutismo de Setúbal algo documentado sobre a história, ao que me disseram que nada possuiam em virtude de terem perdido imensos documentos aquando duma cheia na cidade há vários anos atrás, tendo ficado apenas esses relatos na memória dos mais antigos que teriam falado pouco do caso que no entanto foi passando e sendo conhecido vagamente.
Assim, indicaram-me então o escuteiro 'Nix' da zona de Azeitão onde me dirigi e estive falando com ele sobre o assunto, pois que segundo me disseram era o único mais antigo que poderia saber alguma coisa sobre o caso. Na verdade ele o confirmou por ter sabido também de outros escuteiros mais velhos que contaram essa história passada no interior da Serra da Arrábida no túnel onde o grupo de aventureiros pretendia atravessar. Conta-se, pois, que a dada altura eles teriam visto uma claridade ao fundo do túnel por onde caminharam muito tempo e pensando que era já o outro lado da serra, não era senão um espaço enorme subterrâneo com várias construções que pareciam ser duma cidade antiga abandonada e a luz ambiente vinha das próprias rochas que formavam as paredes da enorme gruta.
A história só teria sido conhecida após muitos anos dessa experiência, pois os escuteiros mantiveram o segredo por motivos óbvios para salvaguardar talvez o local de invasores ou ‘profanadores’que o tomariam decerto com fins menos próprios, e quiçá muita coisa destruiriam como de resto se passou com algumas grutas ou mesmo ‘respiradouros’ de passagens subterrâneas que foram descobertos nas pedreiras de Sesimbra, e foram desfeitos com cargas de dinamite antes que alguém da Arqueologia soubesse e a pedreira fosse encerrada ou proibida de avançar na extracção do granito ou calcário. Mas isto é a minha suposição pessoal, claro!
Doutro modo conheço o que se passa por exemplo quando fazem rebentamentos na Pedreira e se repercute debaixo de solo até à Qtª de El Carmen a vários kilómetros de distância, no lado Poente da Serra da Arrábida, onde não se consegue abrir um poço por causa disso e as paredes exteriores da capela (pertencente ao edifício residencial antigo ali existente) racham por acção das ondas que se propagam debaixo do chão e estremecem as construções na zona devido à existência de vários túneis a certa profundidade.
Enfim, na conversa havida com o tal escuteiro 'Nix', vários casos de fenómenos estranhos ele me contou também, sendo um deles quando estava na Serra com um grupo de escuteiros numa noite a ver a chuva de meteoritos anunciada há uns anos atrás nos órgãos de comunicação social, e ele viu uma bola luminosa ou pequena esfera (tipo "foo-figthers" que eram relatadas pelos pilotos durante a 2ª Guerra Mundial) vir na sua direcção tendo batido nas rochas junto a si e saltitado várias vezes como se fosse uma bola de ping-pong durante cerca de 15 segundos e desapareceu de sua vista. Ele atribuiu isso ao facto da Serra ser uma zona fortemente magnética e teria atraido algo que não seria um meteorito mas outra coisa qualquer que não soube explicar.
A verdade é que também já foi observado sobre o mar, frente à Serra, 3 circulos luminosos testemunhados pelo próprio guarda do Convento da Arrábida (sr. Quirino) e por um grupo de 10 pessoas na praia do Creiro (entre Galapos e Portinho da Arrábida), onde se encontrava a conhecida escritora Gilda Moura, autora do livro "Extase - O Rio Subterrâneo". Todos viram os "circulos" surgidos do mar, como se viessem do fundo do oceano, e desapareceram no céu entre as nuvens. Do mesmo modo, foi observado em tempos um OVNI que apareceu no Rio Sado, frente ao antigo Parque de Campismo, onde um homem mais o amigo viram um objecto luminoso muito próximo que não emitia ruido algum, apenas um zumbido (como é caracteristico) tendo mergulhado depois e desaparecido na água.
O facto é que precisamente naquela zona as bússolas deixam de funcionar como se houvesse um campo magnético a interferir que também interfere nas transmissões de rádio. O meu pai que foi contra-mestre da Marinha Mercante durante muitos anos me confirmou isso, pois ali só se poderiam orientar pelos faróis da barra durante a noite e pelas bóias de sinalização durante o dia. É curioso também haver no alto da Serra da Arrábida 3 cruzes em pedra no sítio onde as nuvens de trovoadas se afastam umas das outras como se uma força interna as forçasse a isso... É sabido também que o Convento está localizado sobre um triângulo magnético na serra com o vértice voltado para baixo conferindo ao local uma poderosa energia que transmite paz e sensação de bem-estar a qualquer pessoa que ali esteja!
Mas não saindo do assunto inicial, que tem a ver com a história da 'gruta do Abade', eu perguntaria quem teria escavado aquele túnel de vários kilómetros de comprimento (sete pelo que se sabe) e outros mais que bifurcam uns nos outros, com respiradouros para a superfície? E que construções estranhas eram aquelas desconhecidas que teriam sido habitadas em tempos e por quem? Mais estranho ainda é o facto de se dizer que a Serra de Sintra e Arrábida estão ligadas uma à outra fisicamente a vários kilómetros de profundidade, passando muito abaixo do Rio Tejo, sendo ambas 'ôcas' por dentro como se sabe.
Já agora, que dizer do misterioso desaparecimento do jovem João Tiago (escuteiro caminheiro) que foi visto pela última vez na zona do Portinho da Arrábida e até hoje não apareceu, nem o cadáver, nem a bicicleta que levava com ele? Lembro que participaram na busca centenas de pessoas (Bombeiros, GNR, Escuteiros e populares) que procuraram por toda a serra o jovem que nunca chegou a aparecer.
Com base no que conheço de vários outros episódios estranhos passados na Serra da Arrábida, e pretendendo escrever algo sobre o assunto, resolvi tentar saber junto do Corpo de Escutismo de Setúbal algo documentado sobre a história, ao que me disseram que nada possuiam em virtude de terem perdido imensos documentos aquando duma cheia na cidade há vários anos atrás, tendo ficado apenas esses relatos na memória dos mais antigos que teriam falado pouco do caso que no entanto foi passando e sendo conhecido vagamente.
Assim, indicaram-me então o escuteiro 'Nix' da zona de Azeitão onde me dirigi e estive falando com ele sobre o assunto, pois que segundo me disseram era o único mais antigo que poderia saber alguma coisa sobre o caso. Na verdade ele o confirmou por ter sabido também de outros escuteiros mais velhos que contaram essa história passada no interior da Serra da Arrábida no túnel onde o grupo de aventureiros pretendia atravessar. Conta-se, pois, que a dada altura eles teriam visto uma claridade ao fundo do túnel por onde caminharam muito tempo e pensando que era já o outro lado da serra, não era senão um espaço enorme subterrâneo com várias construções que pareciam ser duma cidade antiga abandonada e a luz ambiente vinha das próprias rochas que formavam as paredes da enorme gruta.
A história só teria sido conhecida após muitos anos dessa experiência, pois os escuteiros mantiveram o segredo por motivos óbvios para salvaguardar talvez o local de invasores ou ‘profanadores’que o tomariam decerto com fins menos próprios, e quiçá muita coisa destruiriam como de resto se passou com algumas grutas ou mesmo ‘respiradouros’ de passagens subterrâneas que foram descobertos nas pedreiras de Sesimbra, e foram desfeitos com cargas de dinamite antes que alguém da Arqueologia soubesse e a pedreira fosse encerrada ou proibida de avançar na extracção do granito ou calcário. Mas isto é a minha suposição pessoal, claro!
Doutro modo conheço o que se passa por exemplo quando fazem rebentamentos na Pedreira e se repercute debaixo de solo até à Qtª de El Carmen a vários kilómetros de distância, no lado Poente da Serra da Arrábida, onde não se consegue abrir um poço por causa disso e as paredes exteriores da capela (pertencente ao edifício residencial antigo ali existente) racham por acção das ondas que se propagam debaixo do chão e estremecem as construções na zona devido à existência de vários túneis a certa profundidade.
Enfim, na conversa havida com o tal escuteiro 'Nix', vários casos de fenómenos estranhos ele me contou também, sendo um deles quando estava na Serra com um grupo de escuteiros numa noite a ver a chuva de meteoritos anunciada há uns anos atrás nos órgãos de comunicação social, e ele viu uma bola luminosa ou pequena esfera (tipo "foo-figthers" que eram relatadas pelos pilotos durante a 2ª Guerra Mundial) vir na sua direcção tendo batido nas rochas junto a si e saltitado várias vezes como se fosse uma bola de ping-pong durante cerca de 15 segundos e desapareceu de sua vista. Ele atribuiu isso ao facto da Serra ser uma zona fortemente magnética e teria atraido algo que não seria um meteorito mas outra coisa qualquer que não soube explicar.
A verdade é que também já foi observado sobre o mar, frente à Serra, 3 circulos luminosos testemunhados pelo próprio guarda do Convento da Arrábida (sr. Quirino) e por um grupo de 10 pessoas na praia do Creiro (entre Galapos e Portinho da Arrábida), onde se encontrava a conhecida escritora Gilda Moura, autora do livro "Extase - O Rio Subterrâneo". Todos viram os "circulos" surgidos do mar, como se viessem do fundo do oceano, e desapareceram no céu entre as nuvens. Do mesmo modo, foi observado em tempos um OVNI que apareceu no Rio Sado, frente ao antigo Parque de Campismo, onde um homem mais o amigo viram um objecto luminoso muito próximo que não emitia ruido algum, apenas um zumbido (como é caracteristico) tendo mergulhado depois e desaparecido na água.
O facto é que precisamente naquela zona as bússolas deixam de funcionar como se houvesse um campo magnético a interferir que também interfere nas transmissões de rádio. O meu pai que foi contra-mestre da Marinha Mercante durante muitos anos me confirmou isso, pois ali só se poderiam orientar pelos faróis da barra durante a noite e pelas bóias de sinalização durante o dia. É curioso também haver no alto da Serra da Arrábida 3 cruzes em pedra no sítio onde as nuvens de trovoadas se afastam umas das outras como se uma força interna as forçasse a isso... É sabido também que o Convento está localizado sobre um triângulo magnético na serra com o vértice voltado para baixo conferindo ao local uma poderosa energia que transmite paz e sensação de bem-estar a qualquer pessoa que ali esteja!
Mas não saindo do assunto inicial, que tem a ver com a história da 'gruta do Abade', eu perguntaria quem teria escavado aquele túnel de vários kilómetros de comprimento (sete pelo que se sabe) e outros mais que bifurcam uns nos outros, com respiradouros para a superfície? E que construções estranhas eram aquelas desconhecidas que teriam sido habitadas em tempos e por quem? Mais estranho ainda é o facto de se dizer que a Serra de Sintra e Arrábida estão ligadas uma à outra fisicamente a vários kilómetros de profundidade, passando muito abaixo do Rio Tejo, sendo ambas 'ôcas' por dentro como se sabe.
Já agora, que dizer do misterioso desaparecimento do jovem João Tiago (escuteiro caminheiro) que foi visto pela última vez na zona do Portinho da Arrábida e até hoje não apareceu, nem o cadáver, nem a bicicleta que levava com ele? Lembro que participaram na busca centenas de pessoas (Bombeiros, GNR, Escuteiros e populares) que procuraram por toda a serra o jovem que nunca chegou a aparecer.
Gonçalo
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Arrabida e algumas actividades
SetePraias é a concretização de um sonho antigo que se tornou realidade no verão de 2005. A operar no deslumbrante cenário da Serra da Arrábida - considerada por muitos como
uma das mais belas baías do mundo - começou por ser apenas um serviço de Water Taxi, mas depressa se tornou num novo conceito de desfrutar as maravilhas que a Arrábida tem para oferecer. Este espaço pretende divulgar o projecto SetePraias e contribuir para a dignificação deste estupendo património que a natureza nos deu e a todos pertence.
uma das mais belas baías do mundo - começou por ser apenas um serviço de Water Taxi, mas depressa se tornou num novo conceito de desfrutar as maravilhas que a Arrábida tem para oferecer. Este espaço pretende divulgar o projecto SetePraias e contribuir para a dignificação deste estupendo património que a natureza nos deu e a todos pertence.Aproveite melhor o seu dia de praia pondo á prova a sua aptidão para os desportos n
áuticos. A bordo do potente “SetePraias”, embarcação com um motor de 200 HP, será acompanhado numa aula de iniciação ao esqui náutico. Com a atitude certa, sairá da água ao segundo ou terceiro puxão e sentirá o prazer de esquiar nas águas límpidas da Arrábida. Todo o material necessário é fornecido pelo SetePraias.
áuticos. A bordo do potente “SetePraias”, embarcação com um motor de 200 HP, será acompanhado numa aula de iniciação ao esqui náutico. Com a atitude certa, sairá da água ao segundo ou terceiro puxão e sentirá o prazer de esquiar nas águas límpidas da Arrábida. Todo o material necessário é fornecido pelo SetePraias.
O SetePraias dispõe de uma potente embarcação que permite descobrir aquelas enseadas e lugares secretos da serra que pouca gente conhece. Venha sentir a adrenalina de navegar a alta velocidade e mergulhe na imensidão do oceano.
e muitas outras
Bruno
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Diferentes tipos de Àrvores na Serra da Arrábida
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Causas para os fogos florestais em Portugal

Ao contrário do que acontece noutras zonas do mundo, onde uma percentagem elevada dos fogos têm origem natural (geralmente relâmpagos), em Portugal (e nos outros países mediterrânicos) há uma predominância de fogos com origem humana. Os fogos naturais representam apenas entre 1 e 5% do total registado.
Entre as causas conhecidas, a grande maioria dos fogos são involuntários (negligencia ou acidente) e directamente associados às práticas agrícolas e silvícolas, logo com origem em habitantes locais e só muito raramente em turistas.
Espantosamente, o aumento do número de fogos florestais está directamente relacionado com a melhoria das condições de vida das populações. As rápidas transformações económico-sociais que têm vindo a ocorrer levam a uma concentração da população nas cidades, à redução acentuada do crescimento populacional, abandono das terras aráveis e a um desinteresse pelos recursos florestais como fonte de energia. Por todos estes motivos, assiste-se a um aumento das zonas de baldio e a um desaparecimento das populações com um sentimento de responsabilidade pela floresta.
Surge, assim, uma série de situações com consequências trágicas para as florestas mediterrânicas:
perda da ligação directa entre o Homem e o seu ambiente – o desaparecimento das comunidades rurais e a falta de incentivos económicos levou à perda do conhecimento para conter os pequenos fogos florestais, que rapidamente podem sair do controlo. Pelo contrário, as antigas práticas agrícolas associadas ao pastoreio, agricultura e caça permaneceram, mas agora com resultados desastrosos devido ao aumento de biomassa seca e ao abandono rural;
redução do valor da madeira – com o colapso da economia rural, os donos das propriedades começaram a pressionar as autoridades locais para obter licenças de urbanização, rentabilizando assim as suas terras. O fogo também permite estimular o mercado madeireiro, pois as árvores queimadas têm que ser rapidamente abatidas e podem ser vendidas a preço inferior;
falta de compensações económicas – os donos das terras não vêem o seu papel na conservação da floresta reconhecido, tendo frequentemente que arcar com os custos adicionais de manutenção sem qualquer apoio estatal;
turismo – o desenvolvimento do turismo de massas e do aumento de casas de férias leva a um aumento sazonal da presença humana na floresta. Esta situação agrava-se com a construção de estradas, permitindo fácil acesso a zonas antes remotas e dificultando a vigilância.
Entre as causas conhecidas, a grande maioria dos fogos são involuntários (negligencia ou acidente) e directamente associados às práticas agrícolas e silvícolas, logo com origem em habitantes locais e só muito raramente em turistas.
Espantosamente, o aumento do número de fogos florestais está directamente relacionado com a melhoria das condições de vida das populações. As rápidas transformações económico-sociais que têm vindo a ocorrer levam a uma concentração da população nas cidades, à redução acentuada do crescimento populacional, abandono das terras aráveis e a um desinteresse pelos recursos florestais como fonte de energia. Por todos estes motivos, assiste-se a um aumento das zonas de baldio e a um desaparecimento das populações com um sentimento de responsabilidade pela floresta.
Surge, assim, uma série de situações com consequências trágicas para as florestas mediterrânicas:
perda da ligação directa entre o Homem e o seu ambiente – o desaparecimento das comunidades rurais e a falta de incentivos económicos levou à perda do conhecimento para conter os pequenos fogos florestais, que rapidamente podem sair do controlo. Pelo contrário, as antigas práticas agrícolas associadas ao pastoreio, agricultura e caça permaneceram, mas agora com resultados desastrosos devido ao aumento de biomassa seca e ao abandono rural;
redução do valor da madeira – com o colapso da economia rural, os donos das propriedades começaram a pressionar as autoridades locais para obter licenças de urbanização, rentabilizando assim as suas terras. O fogo também permite estimular o mercado madeireiro, pois as árvores queimadas têm que ser rapidamente abatidas e podem ser vendidas a preço inferior;
falta de compensações económicas – os donos das terras não vêem o seu papel na conservação da floresta reconhecido, tendo frequentemente que arcar com os custos adicionais de manutenção sem qualquer apoio estatal;
turismo – o desenvolvimento do turismo de massas e do aumento de casas de férias leva a um aumento sazonal da presença humana na floresta. Esta situação agrava-se com a construção de estradas, permitindo fácil acesso a zonas antes remotas e dificultando a vigilância.
Bruno
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